Quais são as fases do desenvolvimento infantil e sua importância

Quais são as fases do desenvolvimento infantil e sua importância

Postado em:
Blog - Educação Infantil
- 23/05/2018 18:16:22

O que devo ensinar? Como corrigir? Como posso educar e não estragar o meu filho? Esses são alguns questionamentos que povoam a mente da maioria dos pais. Entender as fases do desenvolvimento infantil pode ajudar a responder algumas destas dúvidas.É fundamental que se tenha uma relação mais organizada com as crianças, no que se refere ao processo de aprendizagem e aos estímulos mais adequados para cada momento do crescimento intelectual e motor do seu filho. No artigo a seguir, entenderemos melhor essas fases, amparados pela teoria de Jean Piaget. Leia mais.

Piaget e as fases da criança

Segundo Piaget, as fases do desenvolvimento infantil podem ser entendidas nos seguintes estágios: sensório (motor); simbólico, operações concretas e operações formais. O pesquisador ainda destacou, ao longo da revolução que promoveu na pedagogia tradicional que as estruturas operatórias da inteligência não são inatas e que, para o seu pleno adiantamento, é fundamental que sejam estimuladas, de forma respeitosa, com cada etapa da vida da criança.

A mente não é como uma caixa vazia

Como se pode notar, não há como falar em fases do desenvolvimento infantil, sem buscar suporte em Jean Piaget, pesquisador de educação e pedagogia, que fez descobertas preciosas referentes ao modo como o mundo adulto imaginava ser o raciocínio e a capacidade de aprendizagem das crianças. 
Antes de Piaget, acreditava-se que a mente de um indivíduo na infância era como uma caixa vazia, apta apenas a receber conhecimento. Mas não, elas têm capacidade própria para raciocinar e fazer suas inferências. Ou seja, precisam de abordagens educacionais apropriadas, que respeitem as suas idades e capacidades particulares de produção e absorção de conhecimento.

A construção do conhecimento

A leitura e a escrita são atividades diretamente ligadas a todo o desenvolvimento intelectual da criança. Mais que isso, são resultados da maturação do indivíduo e, ao mesmo tempo, são motivadoras da busca por novos degraus. A leitura é uma ferramenta interessantíssima para, além de fortalecer o vínculo afetivo, proporcionar o aguçamento da criatividade, curiosidade e capacidade de interação social e intelectual.
"O principal objetivo da educação é criar indivíduos capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram”, alertou o pedagogo Piaget, com foco na sistematização eficiente da maneira como o conhecimento será ofertado ao indivíduo na fase infantil e quais possíveis resultados poderão ser colhidos. Esse processo é o que ele chama de “construção e desconstrução do pensamento”.


Estágios e a autossuficiência

Estágio sensório (motor)

Período que compreende a idade de zero a 2 anos, onde há o desenvolvimento das coordenações motoras. É a hora de aprender a diferenciar objetos, de conhecer o próprio corpo. O pensamento aqui é mais palpável, mais concreto. Nesta fase, o ideal é realizar atividades educativas com toda a sorte de estímulos aos sentidos, ou seja, visão, tato e paladar. Você pode trabalhar com frutas de gelatinas ou deixá-las brincar com tintas. Esse período é extremamente prático, pois a realidade da criança é imediata e concreta. Neste período também se constrói a noção de espaço e tempo. Uma boa dica é estimular a criança a realizar os primeiros passos em frente a um espelho para que ela possa perceber os seus movimentos e criar a consciência de si mesmo.

Estágio Simbólico

Com a idade entre os 2 a 7 anos começa o período de socialização da criança, onde ocorre o desenvolvimento da linguagem e da escrita. Você consegue perceber esta fase, através dos desenhos e da linguagem com frases mais complexas. É nesta fase também, que ela aprende a dizer não e a interagir com outras pessoas. Trata-se de um período mais dramático da criança em que há um pensamento egocêntrico, em que se começa as intermináveis birras. Isso ocorre por que elas se percebem como o centro do mundo. 
É nesta fase também que elas fazem associações onde uma vassoura pode virar um cavalo ou uma panela pode virar um capacete. Elas começam a criar histórias e a interagir com elas.  Para felicidade dos pais nesta fase entra em vigor o superego que a permite compartilhar, esperar, ajudar e receber ajuda.

Estágio das operações concretas

Já entre as idades de 7 a 11 anos ocorre à sequência do desenvolvimento intelectual. O pensamento ainda é egocêntrico, mas já apresenta lógica, desde que em situações concretas. Neste período a criança aprende a manejar objetos, podendo participar ativamente na rotina da casa, ou seja, ele pode assentar-se à mesa, conversar, escovar os dentes e se vestir sozinha. Trata-se de um período muito feliz para as mães, pois os filhos se tornam mais dependentes e autônomos.

Estágio das operações formais

A última fase determinada por Jean Piaget e a pré-adolescência e começa aos 11 anos de idade. Neste período o relacionamento interpessoal se dá com base nas linguagens escrita e verbal. Fase de transição para a vida adulta, rica em criações e desenvolvimento do pensamento mais amplo, carregado por experiências vividas e inferências. Trata-se de um período de mudanças profundas no corpo e nos sentimentos da criança.

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